Estão querendo criar uma terceira ponte aérea, ligando os aeroportos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e Campo de Marte, em São Paulo.
Alguém já pensou em criar uma ponte aérea entre o aeroporto de Jacarapaguá e o Santos Dumont, no Centro do Rio?
Mal conseguimos entrar e sair de Jacarepaguá diariamente, imagine com fluxo de pessoas aumentado pelo aeroporto.
Mais uma piada infame.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
3ª Ponte Aérea
Postado por Herson às 00:21 5 comentários
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dia Mundial sem carro. E sem crítica.
Alguém já parou pra pensar o quão escroto é esse Dia Mundial Sem Carro, pelo menos no Brasil? O evento em si não é ruim. Tá bom, vai, é mais uma forma de protesto pacífico e de chamar atenção para os agravantes do egoísmo urbano que é o transporte particular. Mas sejamos práticos e objetivos:
1-Essa idéia pseudo-revolucionária funciona muito bem na Europa, onde ela surgiu. Lá existe uma estrutura de transporte público de massa minimamente eficiente para suportar a ausência de automóveis nas ruas por um dia. Afinal, só vai para o centro de Londres, Paris, Amsterdam, etc. quem tem dinheiro. Você não vê Chevette estacionado lá.
2-Como belos pela-sacos que somos, mais uma vez replicamos uma idéia "gringa" em terra tupiniquim e nos posicionamos como os últimos revolucionários urbanos. Babacas. Isso que somos.
3-Mais uma vez atacamos as consequencias sem pensar nas causas, e muito menos sem brigar para que elas mudem. Não temos a menor infra-estrutura de ciclovia, não há integração entre o transporte de massa e ciclovias, não há onde guardar bicicletas, o clima não permite, o transporte em massa é falido, não há investimentos.
Você já se imaginou indo de bicicleta para o trabalho? Porra! Agora, imagina: Você, cidadão greenpeaciano que é, alinhado com as máximas de redução de emissões de gás carbônico na atmosfera, resolve ir para o trabalho de bicicleta, ou de metrô, ou de trem, ou qualquer merda que comporte uma porrada de gente ao mesmo tempo para justificar o ganho em escala contra a emissão de gases poluentes.
Opção a) Bicicleta: você se veste para trabalhar, usando sapatos, calça e camisa social. Vai até a garagem e, em vez de abrir a porta do seu carro, que possui ar-condicionado, senta no selim da sua bicicleta. Primeiro problema: onde carregar a pasta. Obviamente sua bicicleta não possui cestinha, a não ser que você seja uma frangona e, nesses casos, poderia resolver seu problema de culpa por emissão de gases poluentes simplesmente indo sentado no colo de alguém para o trabalho. Pedalando com uma mão no guidão e segurando a pasta com a outra, ao virar a primeira esquina, você já está suficientemente suado para torcer a camisa. Mas vamos lá, afinal de contas você já não consegue mais colocar a cabeça no travesseiro de tanta culpa por poluir o ar. Por falta de ciclovia, você anda rente ao meio-fio, encarando carros, ônibus e caminhões, sob o risco de tomar uma porrada de um deles e ir para num hospital público a bordo de uma ambulância do Samu. Pronto, toda sua economia de CO2 foi pro caralho, já que a ambulância não é movida a energia solar. Levando em conta que foi seu dia de sorte e você conseguiu sobreviver até o seu local de trabalho, você chega na sua empresa, molhado de suor, com o braço com cãimbra de tanto segurar a pasta na mesma posição, com as barras das pernas da calça todas cagadas de graxa, a costura da bunda da calça ameaçando rasgar (afinal de contas essa vestimenta não foi feita para fazer exercícios e a empresa não possui uma ducha que permita que você troque de roupa ao chegar) e a cara cinza de gás carbônico (nem todo mundo tem a mesma consciência ecológica que você e cisma em ir trabalhar de carro), você olha para a bicicleta, olha ao seu redor, e pensa "Onde eu enfio essa merda?". Sem querer correr o risco de receber uma resposta atravessada, você não verbaliza essa pergunta e se contenta em acorrentar a magrela numa grade qualquer, e reza para que ela esteja lá quando você sair.
Ao sair do trabalho, já com o nariz escorrendo e a garganta inflamada, pois você entrou no ambiente de 15°C do ar condicionado da empresa todo molhado de suor e com temperatura corporal de 45°C, você se lembra que ainda possui os outros 50% da jornada verde a serem realizados. Novamente lá vai você em cima daquela merda, encarando os carros, etc.etc.etc...
Resumindo: não fode, por mais que um dia tenhamos infra-estrutura para tal, não há como ir trabalhar de bicicleta, principalmente no Rio de Janeiro. As empresas teriam que se adaptar, e mesmo assim, só daria pra usar no máximo 4 meses no ano, quando as temperaturas são mais amenas.
Resultado:Descartado.
Opção b) Metro/Trem: As condições atuais destes meios de transporte já não suportam o contingente de demanda. Os tren/metro possuem praticamente a mesma malha que possuíam quando foram construídos/concedidos. Diariamente vemos o caos que é circular por esse meio de transporte. Imagina se fossemos todos descartar nossos veículos automotores e adotarmos os já esgotados trens/metro. Caos total.

"População enfrente dificuldades em chegar ao trabalho no Dia Mundial Sem Carro."

"Estações do Metro lotam com o excesso de passageiros causado pelo Dia Mundial Sem Carro."
Bom, fica o recado. Certamente temos alguma idéia melhor do que essa para encarar o problema de poluição dos grandes centros urbanos. Devemos apenas refletir por poucos segundos sobre o assunto e verificar que nem sempre importar uma pseudo-solução embrulhada em papéis de novas revoluções nem sempre é o mais adequado. Tomara que sirva para o povo acordar que para sermos mais "sem carro", precisamos ser mais "com vergonha", e cobrar um governo "com mais investimentos".
Abraços a todos.
Postado por Herson às 00:03 1 comentários