domingo, 9 de agosto de 2009

Nada é para sempre...

O tempo passa, o comportamento evolui. Mas tem que haver este tipo de transformação para melhorar algo? A corrente liderada por macaco Tião e Edmundo Animal está ganhando cada vez mais força no cenário nacional. Não existem mais ídolos!
Durante esta semana, foi a vez de Pedro Paulo de Oliveira, o Pedrinho. Meia de habilidade e talento indiscutíveis, anunciou sua aposentadoria, até de certa forma, prematura.
Aos 32 anos de idade o ídolo resolveu encerrar sua brilhante carreira marcada por jogadas sensacionais, amor ao Clube de Regatas Vasco da Gama e seguidas lesões.
Sempre “caçado” em campo, viu o seu primeiro grande sonho profissional ir por água abaixo. Três dias após ser convocado para a seleção brasileira, sofreu uma entrada imoral de um zagueiro do Cruzeiro em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 1998. Sofrendo rompimento nos ligamentos do joelho.
Certamente foi cortado da seleção brasileira, antes mesmo da apresentação.
A partir daí, sofreu seguidas e graves lesões por conta de uma recuperação que até hoje não se sabe se foi de forma correta ou não.
Pedrinho esteve presente no pior momento da história do Vasco da Gama no dia 07 de dezembro de 2008 quando foi consumado o rebaixamento do clube à Série B. Seu choro e tristeza ficaram marcados para todos os vascaínos. Assim como Edmundo, o meia era um representante da torcida no time principal.
Agora, o destino quis que Pedrinho encerrasse sua carreia dessa forma.
Sinto pena de torcedores que não acompanharam a época mágica do futebol, onde os ídolos ainda atuavam no Brasil e nos seus clubes de coração. Hoje qualquer moleque é fã incondicional de Kaká, mas para assisti-lo ao vivo tem que pegar uma ponte aérea.
Bastava ir a São Januário ou Maracanã, e eu via a legião de ídolos presente, honrando o manto sagrado. A rebolada de Edmundo contra o Flamengo no Campeonato Brasileiro de 1997 para a torcida do Flamengo nunca sairá da memória. A mulambada ensandecida querendo pegar o Animal, após ele deixar o “Framengo” de quatro em pleno Maraca lotado, foi realmente o que todo vascaíno sempre sonhou.
Alguns anos depois foi a vez de Pedrinho tirar uma onda sensacional com a mesma torcida que durante o jogo o ironizava por conta das seguidas lesões. Ele dominou uma bola praticamente morta no meio e partiu driblando tudo que via pela frente e sendo caçado pelos zagueiros adversários. Invadiu a área e... PÊNALTI para o Vasco.
O mesmo Pedrinho converteu a penalidade e saiu mandando a torcida adversária calar a boca e ficar sentadinha nas cadeiras assistindo ao show que o Vascão dava pra cima deles.
Realmente uma grande noite para o jogador e para a torcida.
Não poderia deixar isso passar em branco. Gostaria de poder agradecê-lo por tudo que ele fez pelo Vasco e pelo talento e esforço incondicionais que sempre apresentou pelo clube. Não importa o rebaixamento, não importam as derrotas, não importa o choro na tarde de 07 de dezembro de 2008. A imagem que ficará pra sempre guardada de Pedrinho serão suas belas jogadas e alegrias que sempre deu a torcida do Vasco. Até porque o saldo foi mais que positivo: dois campeonatos brasileiros, uma Libertadores e a Copa Mercosul com o jogo histórico da final contra o Palmeiras no Palestra Itália.
A cruz de malta não é para qualquer um. Obrigado!